Vinicius Ribeiro - Arquiteto, Urbanista e Professor Universitário

A educação de nossos filhos em questão

Cenário educacional no Brasil e no Rio Grande do Sul

Vinicius Ribeiro Artigos 668 views 5 min. de leitura

A educação de nossos filhos em questão
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Você sabe qual a solução da educação no Brasil e no Rio Grande do Sul?

São muitos os problemas que estão presentes na educação brasileira, especialmente na educação pública. São diversos os fatores que proporcionam resultados negativos, um exemplo disso são as crianças que se encontram no 6ºano do ensino fundamental e não dominam habilidade de ler e escrever.

Assista o vídeo:

Esse fato é resultado direto do que acontece na estrutura educacional brasileira, pois praticamente todos os que atuam na educação recebem baixos salários, professores frustrados que não exercem com profissionalismo ou também esbarram nas dificuldades diárias da realidade escolar, além dos pais que não participam na educação dos filhos, entre muitos outros agravantes.

As avaliações implantadas pelo governo para avaliar a educação brasileira apresentam números desanimadores, isso se tornou uma situação insustentável que não pode continuar.

Em setembro de 2006, um grupo de empresários e políticos, com a participação dos meios de comunicação em massa, firmou um compromisso denominado de Todos pela Educação. Nessa mobilização ficaram definidas algumas metas a serem alcançadas até 7 de setembro de 2022. São elas:

  • Todo indivíduo com idade entre 7 e 17 anos deverá estar na escola.
  • Todo indivíduo com idade de 8 anos deverá dominar a leitura.
  • Os alunos deverão ter acesso a todos os conteúdos correspondentes a sua série.
  • Todos os alunos deverão concluir as etapas de estudo (fundamental e médio).
  • Garantia de investimentos na Educação Básica.

Com todos estes problemas, nos perguntamos: Como resolver o problema da educação no Brasil e no Rio Grande do Sul?

Pensando nessa questão, trouxemos uma contribuição à partir de abordagens de colegas professores, gestores públicos e especialistas na área. 

Leia mais... Conheça 12 sugestões que podem contribuir para melhorar a educação no Brasil e no Rio Grande do Sul.

Medidas que possivelmente poderão colaborar com este cenário educacional:

  • Implementar a escola para pais visando conscientizar o papel de cada um na comunidade escolar.
  • Precisamos incluir as Pessoas com Deficiência no ambiente escolar. No RS temos cerca de 2,5 milhões de pessoas com alguma deficiência investigada, 350 mil com grande dificuldade e 1,5 milhões com pequena dificuldade.
  • Mobilização da sociedade para a importância que a Educação exerce.
  • Direcionamento de recursos financeiros para escolas e professores.
  • Valorização do profissional da educação.
  • Implantação de medidas políticas educacionais a longo prazo.

A vida escolar, especialmente para as crianças e jovens, destaca-se como um tempo de formação humana em que a aprendizagem da convivência social e a construção de conhecimentos básicos nos diversos campos do saber se dão de forma sistemática e orientada. Considerando que na sociedade contemporânea o indivíduo passa um período significativo de sua vida no espaço escolar – período precioso da construção de sua identidade pessoal e social – tornasse fundamental que os profissionais responsáveis pela sua formação tenham diretrizes de educação, tendo em vista uma atuação coerente e articulada na direção de um ideal comum de ser humano e de sociedade.

O desenvolvimento dos professores é uma precondição para o desenvolvimento da escola e, em geral, a experiência demonstra que os docentes são maus executores das ideias dos outros. Nenhuma reforma, inovação ou transformação – como queira chamar – perdura sem o docente.

É preciso abandonar a crença de que as atitudes dos professores só se modificam na medida em que os docentes percebem resultados positivos na aprendizagem dos alunos. Para uma mudança efetiva de crença e de atitude, caberia considerar os professores como sujeitos. Sujeitos que, em atividade profissional, são levados a se envolver em situações formais de aprendizagem.

Mudanças profundas só acontecerão quando a formação dos professores deixar de ser um processo de atualização, feita de cima para baixo, e se converter em um verdadeiro processo de aprendizagem, como um ganho individual e coletivo, e não como uma agressão.

Certamente, os professores não podem ser tomados como atores únicos nesse cenário. Podemos concordar que tal situação também é resultado de pouco engajamento e pressão por parte da população como um todo, que contribui à lentidão.

Enquanto isso, nós continuamos longe de atingir a meta de alfabetizar todas as crianças até os 8 anos de idade e carregando o fardo de um baixo desempenho no IDEB. Com o índice de aprovação na média de 0 a 10, os estudantes brasileiros tiveram a pontuação de 4,6 em 2009. A meta do país é de chegar a 6 em 2022.

Como a escola está ensinando? O que os alunos estão aprendendo? Como se dá a aprendizagem? Qual a qualidade do aprendizado? De que modo será avaliado?

Conforme o Plano Nacional de Educação, a determinação legal (Lei 10.172/2001, meta 2 do Ensino Fundamental) de implantar progressivamente o Ensino Fundamental de nove anos, pela inclusão das crianças de seis anos de idade, sinaliza a intenção de, no período de escolarização obrigatória, oferecer maiores oportunidades de aprendizagem e um tempo mais longo de convívio escolar, além de assegurar que as crianças prossigam nos estudos, alcançando maior nível de escolaridade. É evidente que a maior aprendizagem não depende do aumento do tempo de permanência na escola, mas sim do emprego mais eficaz do tempo. No entanto, a associação de ambos deve contribuir significativamente para que os educandos aprendam mais. Vale ressaltarmos também a importância do papel da família nesse processo.

O princípio da solução do problema da educação está em casa. Família desestruturada = sociedade desestruturada

A primeira lição aqui é: pais educam, escola forma. O nível de conhecimento e aprendizagem, a escola oferece. 

A gente aprende depois de uma certa idade que as primeiras lições estão em casa. Quem nos educa passa a ser nossos referenciais, nossos exemplos.


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