Comércio e prestação de serviços

Vinicius Ribeiro - Arquiteto e Urbanista

Comércio e prestação de serviços

A segunda ação básica para construir uma comunidade sustentável

Vinicius Ribeiro Artigos 839 views 5 min. de leitura

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Agora é a hora de vermos a segunda ação básica para construir uma comunidade sustentável através da mobilidade e do desenho urbano nas cidades do Rio Grande do Sul.

No texto anterior, abordamos sobre acessibilidade.

Estamos conscientes que foi o tempo quando o que era bom para as cidades não era bom para os cidadãos. Fizemos inúmeras intervenções nas cidades sem nos preocuparmos com as pessoas.

Entendemos que para cuidar do todo – da cidade, precisamos intervir na parte – no loteamento, bairro ou comunidade local. Quem não dá atenção para o pequeno não consegue ajudar o grande.

Percebemos que uma comunidade sustentável é uma comunidade com forte vivencia e poder local.

A melhor pergunta para compreender este segundo aspecto é: o que os seres humanos fazem?

A resposta é fácil: trabalham, vão ao comércio, estudam, bebem, comem, leem, brincam, praticam esportes, celebram, dormem e etc.

As perguntas seguintes são: Quanto tempo demoram para fazerem isso tudo? Fazem aonde? Qual é o tempo que demoram no deslocamento?

O ideal desta resposta seria: faço tudo isso a pé no bairro onde moro.

Sabemos que alguns equipamentos públicos ou prestação de serviço de maior porte como hospital, escola, universidade demandam interpretações diferentes, mas as demais prestações de serviço no comércio poderiam ser ofertadas nessa escala, na escala de bairro.

Carlos Nelson F. dos Santos, o autor do livro A Cidade como Jogo de Cartas entende que a cada 36 quadras é possível constituir um bairro ou uma boa localidade que permita hierarquizar as ruas, ter equipamentos públicos adequados, permitir a instalação de comércio variado e moradia através de uma média densidade demográfica.

O propósito real de uma comunidade sustentável é ter a oferta da prestação de serviço básico dentro da sua própria localidade. Quando forçamos os usuários a se locomoverem para suprimir suas necessidades básicas, nós não só aumentamos os deslocamentos prejudicando o congestionamento, mas também a saúde da cidade e das pessoas que ali habitam.

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