O conceito da cidade ideal para viver

Vinicius Ribeiro - Arquiteto e Urbanista

O conceito da cidade ideal para viver

A cidade do futuro será mais inclusiva, mais densa, menos dependente do automóvel e mais preocupada em devolver a qualidade de vida

Vinicius Ribeiro Artigos 3307 views 6 min. de leitura

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A cidade ideal

A cidade brasileira não tem um conceito ou forma bem definida. O Brasil tem a cidade da Serra da Saudade, em Minas Gerais com 825 habitantes da forma como temos São Paulo capital, com 12 milhões. Independente do tamanho, as cidades são ponto de referência que centralizam a produção de riqueza, a prestação de serviços e a tecnologia, bem como são o verdadeiro palco para discutirmos temas atuais como economia, pobreza e diversidade social.

As cidades exigem um pacto entre as universidades, as empresas e o próprio estado e tem a facilidade de trabalhar nesta esfera, por que os grandes temas estão menos contaminados pelos partidos e pelo poder. O localismo abraça a diversidade, já o nacionalismo não.

Do modo geral, as universidades, empresas e estado não podem mais somente produzir conhecimento, produtos e serviços, mas sim, aplicar o que produzem na esfera local.

Sob ponto de vista econômico, não há uma economia nacional. As economias nacionais são o somatório das economias municipais. Nosso raciocínio é diferente por que enquanto nós lemos que o problema brasileiro é por não termos uma economia forte, nós afirmamos que nós precisamos de uma economia inclusiva, por que o futuro da humanidade está nas cidades.

Da forma que as pessoas precisam estar conectadas, as cidades também. Não só entre elas, de acordo com as estratégias regionais e estadual, mas sim nos rumos da política através da diversidade, da desigualdade e da sustentabilidade.

O conceito da cidade ideal para viver

A transformação das ideias em projetos

A corrida é pela inovação e pela qualidade dos espaços públicos. A tecnologia pode ser implementada nas cidades possibilitando que as mesmas transformem as ideias e projetos em avanços e qualidade de vida. Já, a qualidade dos espaços públicos, com investimentos públicos e privados, somados a flexibilização de regras para atrair moradores, comércio, aumenta a circulação de pessoas, gerando negócios e sensação de segurança.

Com a redução da violência, os indicadores econômicos melhoraram. E quando eles melhoram, o espaço também melhora. Um local reconhecido como bom de viver atrai profissionais talentosos. Isso se chama economia criativa.

A economia criativa exige nós trabalharmos usando a tecnologia para melhorar a prestação de serviços em turismo e energias verdes, e qualificar as ruas que devem receber investimentos para privilegiar pedestres e bicicletas.

A cidade do futuro como será?

A cidade do futuro será mais inclusiva, mais densa, menos dependente do automóvel e mais preocupada em devolver a qualidade de vida na relação trabalho-lazer com empresa-família, perdido pelo processo de industrialização.

O futuro das cidades passa por consolidarmos em uma distância de 20 minutos a pé as principais prestações de serviços que uma pessoa precisa como escola, supermercado, atendimento de saúde e comércio em geral.

Para que isso aconteça, eu lembro que as pessoas da cidade devem entender o economista Richard Florida que afirmou que as cidades deveriam ter 3Ts: tolerância, talento e tecnologia.

E Chico Buarque na música “A Cidade Ideal” dizia que

Deve ter alamedas verdes

A cidade dos meus amores

E, quem dera, os moradores

E o prefeito e os varredores

E os pintores e os vendedores

As senhoras e os senhores

E os guardas e os inspetores

Fossem somente crianças

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