Mobilidade para uma comunidade sustentável

Vinicius Ribeiro - Arquiteto e Urbanista

Mobilidade para uma comunidade sustentável

Agora é a hora de vermos a quarta ação básica para construir uma comunidade sustentável nas cidades do Rio Grande do Sul - a mobilidade

Vinicius Ribeiro Artigos 385 views 5 min. de leitura

Mobilidade para uma comunidade sustentável
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Agora é a hora de vermos a quarta ação básica para construir uma comunidade sustentável nas cidades do Rio Grande do Sul. Nos textos anteriores abordamos sobre a acessibilidade, o comércio e o transporte. Hoje é o dia da mobilidade.

Quero associar o tema da mobilidade em separado dos transportes para alertar ao leitor que não há liberdade de escolha nos diferentes modos de transportes quando optamos pelo automóvel ao sair de casa. Escolhe-lo como sendo a principal opção não é ter liberdade de escolha, e sim uma condição de escolha. Fizemos isso por ser mais rápido, confortável, mas nem sempre, mais barato.

O objetivo da mobilidade em uma comunidade sustentável é o de garantir ao usuário a opção pelos diversos modos de transporte ofertados quando assim desejar. Na mobilidade, a democracia não prioriza as maiores escolhas a quem mais precisa. Diferente da mobilidade, em um regime democrático, a soberania da maioria se mede pela participação da comunidade nos processos de decisão ou pela própria decisão da maioria.

No nosso caso, a mobilidade não é democrática por dois aspectos: primeiro, os espaços públicos não são ocupados através da rede de mobilidade coletiva e pela oferta de transporte público no entorno da sua moradia; e segundo, por que a mobilidade não está associada a liberdade de escolha.

Transporte Coletivo para uma comunidade sustentável

Outro aspecto importante é o fato de que deslocar-se é caro. A mobilidade urbana começa pela mobilidade verde, ou seja, viagens a pé, de bicicleta e de transporte público. A decisão do planejamento urbano, priorizando ao contrário, fez ele nos últimos tempos, perder a capacidade de realização. Somado a isso, está a eliminação da escala humana nos projetos dinâmicos e confusos na escala do automóvel. O resultado das decisões equivocadas e da elisão humana nas áreas públicas, proporcionou a perda de qualidade e um acréscimo financeiro no custo de vida das famílias.

Quem contribui com essa informação é o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Em seus estudos, concluiu que moradores de áreas urbanas brasileiras comprometem em média 15% de sua renda com transportes. Os gastos maiores estão com o transporte privado à público. As despesas neste caso chegam a 5 (cinco) vezes maior que as despesas com gasto em transporte público.

O estudo considera despesas com transporte particular a aquisição de veículos, manutenção, combustível, documentação e seguro, além de gasto com estacionamento e pedágio. Já os gastos com transporte público incluem aqueles com passagem de ônibus (urbanos ou metropolitanos e fretamento), transporte alternativo (vans e peruas), táxi e mototaxi, transporte escolar, transporte ferroviário e hidroviário. (Fonte IPEA e G1)

O desafio da mobilidade urbana é entender que a mobilidade deve ser “humana” pois é o homem que se desloca através dos diversos modos de transporte e não ao contrário. Cada cidadão pensando em seu deslocamento não colabora para avançar no pensamento coletivo. Na mobilidadehumana” fazer com que cada um pense em si é arrumar mais problema para si e para a cidade.

Entender a escala humana das cidades é uma questão de sobrevivência do planejamento e das cidades. Afinal, o espaço público é para se locomover ou também é para conviver?

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