Vinicius Ribeiro - Arquiteto, Urbanista e Professor Universitário

Igualdade de gênero: expectativas e realidades

A igualdade de gênero tem confundido conceitos e provocado ainda muitos conflitos

Vinicius Ribeiro Artigos 770 views 5 min. de leitura

Igualdade de gênero: expectativas e realidades
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Tema bastante controverso e ainda muito distante da realidade de muitas pessoas, a igualdade de gênero tem confundido conceitos e provocado ainda muitos conflitos.

O fato é que esse assunto não seria falado se houvesse em nossa sociedade equilíbrio, justiça social, mesmas oportunidades, um olhar igual, rendimentos iguais e um respeito mútuo. Nem sempre as responsabilidades e contrapartidas tem o mesmo peso para homens e mulheres.

Às vezes, essas discriminações começam nas pequenas coisas. “Lugar de mulher é na cozinha”. “Lugar de mulher é no tanque”. “Quem paga as contas lá de casa é o homem”. Lá em casa, lavo a louça, estendo a roupa, faço comida e pago as contas. Lá em casa, minha esposa lava a louça, estende a roupa, faz comida e ajuda a pagar as contas. Na minha casa, a mulher tem voz, e muitas vezes, é quem manda! Tudo é equilibrado conforme as condições de cada um. Entendo que quem cuida das pequenas coisas, merece as grandes.

Conversando com as mulheres sinto que as grandes expectativas que elas têm é de terem a oportunidade de ser o que elas querem. É daí que vem a palavra empoderamento. O empoderamento visa o equilíbrio de poder entre homens e mulheres.

Se tu tiveres um tempinho a mais, veja as expectativas que as mulheres escreveram no nosso Ebook lançado no início deste mês.

Igualdade de gênero: expectativas e realidades

Verificarás que mais do que igualdade há muita sensibilidade em compreender os fatos históricos e culturais, mesmo que por si só não se justifiquem. Apesar da diferença de gênero há indiferença por parte de muitos na sociedade em menosprezar este tema.

Outra referência interessante é o relatório do Banco Mundial - Igualdade de Gênero e Desenvolvimento de 2012.

Apesar de ser mais antigo é ainda muito atual no que se refere as expectativas e desafios sobre o nosso assunto, citando: “O ponto de partida é determinar quais aspectos da desigualdade de gênero devem ter prioridade máxima para a política futura. Três critérios são importantes nesse aspecto:

1º Primeiro, que hiatos de gênero são mais significativos para aumentar o bem-estar e manter o desenvolvimento? Sendo assim, onde estão os prováveis benefícios em termos de desenvolvimento na abordagem dos hiatos de gênero que devem ser provavelmente os maiores?

2º Segundo, quais desses hiatos persistem mesmo quando os países ficam mais ricos? Assim, onde as rendas mais altas por si só pouco ajudam na redução das disparidades?

3º Terceiro, para quais dessas áreas prioritárias tem havido uma atenção insuficiente ou inadequada? Assim, onde uma reorientação de políticas produziria os maiores benefícios?”

Outra matéria interessante realizada pela revista Época, divulga o Relatório de Desigualdade Global de Gênero 2016, analisando 95 países.

Recente estudo foi divulgado pelo Fórum Econômico Mundial demonstrando, através de gráficos, as dificuldades de gênero e as questões relacionadas a desigualdade no mundo. Segundo o mesmo estudo, a igualdade entre homens e mulheres pode levar ainda 170 anos para ser alcançada.

Por fim, a sociedade precisa incorporar tal consciência, vista mais no poder público à iniciativa privada, e as políticas públicas continuar avançando naquilo que os relatórios definem como quatro prioridades: 

  1. Redução da mortalidade feminina excessiva e preenchimento dos hiatos em educação onde existirem;
  2. Melhoria do acesso às oportunidades econômicas para as mulheres;
  3. Aumento da participação e da capacidade de decidir das mulheres na família e na sociedade,
  4. Limitação da reprodução da desigualdade de gênero entre as gerações.
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